sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ah, e como dói!



Uma vez perguntaram-me no que me inspiro para escrever, eis que hoje tenho a resposta. Descobri que não me inspiro pelo amor, ainda não sei se amei alguém verdadeiramente. Descobri que não me inspiro pela felicidade, como se inspirar por algo que é passageiro. Descobri que não me inspiro pela paz, ou seja lá o que for que mais se parece com paz. O que realmente me inspira é a dor. Dor de saudade do que aconteceu, dor de saudade do que não chegou a acontecer, dor pela angústia de ser trocada, dor por saber que ninguém realmente se importa por você, dor de tudo, dor de nada. Ah, e como dói! Nem sempre sinto dor, mas sempre a tenho. Fica lá, adormecida, escondida, quase esquecida dentro da minha alma e de repente, como se um furacão passasse e mexesse tudo, ela volta, em sua plena forma, em sua pior forma. Tentar ser forte, nem sempre é a solução. Dizer que nunca vai desistir, às vezes em nada adianta. O ideal é ficar quieta, sofrendo, calada, chorando e esperando o momento em que ela irá passar, porque ela sempre passa, disso eu tenho certeza. O ideal é esperar o momento em que ela voltará a ficar escondida, quase esquecida e tentar fingir que você não sabe que um dia ou outro, ela voltará à tona. Enquanto isso aproveite sua vida e deixe que do resto, o destino cuidará. 

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